A TV Tem publicou reportagem sobre a produção do nosso documentário e série Os Povos da Cuesta. confiram nas imagens.
quinta-feira, 15 de outubro de 2020
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Seu Gigio e as bolas de fogo
Seu Nezio e o saci
Versão do seu Nezio sobre os sacis que trançaram as crinas de uma égua em seu sítio em Bofete. Esse é um trechinho da história que vai integrar nosso documentário os Povos da Cuesta.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Câmeras Ligadas: começam as filmagens
O diretor Luiz Carlos Lucena e sua equipe começaram a gravar nesse início de janeiro as primeiras imagens de paisagens da cuesta de Botucatu e entrevistar os personagens que moram na região. Instalados na Cantina da Figueira, aos pés das Três Pedras, a equipe gravou cenas fantásticas dos morros testemunhos, registrou as opiniões de moradores que vivem há tempos no interior da cuesta e adiantou a pauta para as próximas visitas. O objetivo do diretor é retomar suas memórias de infância no interior paulista e retratar a história geomorfológica e cultural da cuesta de Botucatu, mostrar a riqueza da sua natureza e principalmente, as histórias dos caipiras, seus costumes, a culinária e as tradições.

“As marcas da passagem desse tempo estão visíveis claramente entre os quilômetros 160 e 180 da Castello Branco, nos cortes que a rodovia fez nos morros da região, onde dá para observar camadas geológicas de épocas diferentes. Na Universidade de São Carlos e no Museu de Arqueologia e Paleontologia de Araraquara existem muitos fósseis de dinossauros, inclusive um dos únicos registros da América Latina do xixi de um dinossauro, um urolito como chamam os especialistas. E nas calçadas de ruas de São Carlos e de Araraquara essas pegadas estão visíveis em um museu a céu aberto”.
“Madrugamos
para conseguir imagens noturnas e do nascer do sol atrás das Três Pedras,
conversamos com personagens fantásticos e ouvimos suas histórias, que refletem
o imaginário desses caipiras que há tempos acompanham a evolução dessa região
maravilhosa”, diz Luiz Carlos Lucena.

O nascer do sol, entre as Três Pedras
e o casal Fernando e Eunice Correia: "a nave
parecia um play station"
Uma história particularmente deixou o diretor
impressionado. “Falamos com um casal que mora bem em frente às Três Pedras e
eles foram enfáticos em dizer data e hora em que viram junto com os filhos um
objeto não identificado “parecido com um play station” parar sobre a pedra do
meio das Três Pedras e depois ir embora”.
Mas o fascinante não é a história do pouso, reforça o cineasta,
já que outras histórias semelhantes foram registradas na região, mas os
reflexos que deixaram. “Nosso personagem foi enfático ao dizer que teve um
contato telepático com os visitantes e afirma categoricamente – “eles não são
extraterrestres, são gente da Terra que volta do futuro para ajudar a combater
uma doença que pode trazer muitos problemas para a humanidade”.
Verdade ou fantasia, Lucena não se preocupa.
“O que importa é contar o que passa na cabeça e no
imaginário desses caipiras que moram na cuesta, esta região que já foi o maior
deserto da terra e por onde andaram dinossauros gigantes”. Histórias como essas
e “causos” sobre a Mãe do Ouro - os fachos de luz que atravessam o Gigante
Adormecido – são o que o documentarista está registrando, junto com histórias
sobre sacis, que comporão o rico universo das entrevistas. Mas o diretor vai
buscar também opinião de especialistas e fatos realmente constatados por eles
sobre esses assuntos fascinantes.
O xixi do
dinossauro
O filme começa contando a história da formação
geomorfológica da cuesta, onde o filme vai mostrar em computação gráfica e
desenho animado como era a Terra quando África e Américas formavam um único
continente que era chamado de Pangeia, há 300 milhões de anos, e aqui existia
um deserto de 1.300.000 de km2, o maior da terra.
“Nesse período, os agitação interna das placas tectônicas, os movimentos do mar, inundações basálticas e uma atividade vulcânica em todo o continente geraram o que conhecemos hoje como cuestas Basálticas, com essa natureza rica e exuberante. E o mais importante registro dessa história geomorfológica é a nossa cuesta de Botucatu, tão perto da capital paulista e muito pouco conhecida.”
“Nesse período, os agitação interna das placas tectônicas, os movimentos do mar, inundações basálticas e uma atividade vulcânica em todo o continente geraram o que conhecemos hoje como cuestas Basálticas, com essa natureza rica e exuberante. E o mais importante registro dessa história geomorfológica é a nossa cuesta de Botucatu, tão perto da capital paulista e muito pouco conhecida.”
Lucena pesquisa há mais de dois anos sobre a cuesta de
Botucatu. Encontrou e vai entrevistar estudiosos da formação da região que além
de registrarem em textos e livros a presença e história das várias camadas
geológicas que marcam a evolução da cuesta nesse tempo, mantêm vários registros
de pegadas dos dinossauros que andaram por aqui.
A esquerda, fossil mostra o xixi do dinossauro
A esquerda, fossil mostra o xixi do dinossauro
“As marcas da passagem desse tempo estão visíveis claramente entre os quilômetros 160 e 180 da Castello Branco, nos cortes que a rodovia fez nos morros da região, onde dá para observar camadas geológicas de épocas diferentes. Na Universidade de São Carlos e no Museu de Arqueologia e Paleontologia de Araraquara existem muitos fósseis de dinossauros, inclusive um dos únicos registros da América Latina do xixi de um dinossauro, um urolito como chamam os especialistas. E nas calçadas de ruas de São Carlos e de Araraquara essas pegadas estão visíveis em um museu a céu aberto”.
Natureza
exuberante
Outro tema do documentário vai mostrar em imagens
únicas os detalhes de formações como as Três Pedras, o Gigante Adormecido, as
cachoeiras e grutas escondidas da região. “A cuesta de Botucatu tem uma riqueza
e uma energia fantásticas. As Três Pedras, por exemplo, são consideradas o
terceiro polo energético do Brasil, e muitos moradores locais acreditam que ali
pousam realmente objetos estranhos, veem fachos de fogo cruzando o céu e ainda
encontram pedaços de utensílios e ferramentas indígenas que mostram a passagem
dos incas no que é chamado Caminho do Peabiru, que ligava Brasil a Machu
Pichu”.
As cachoeiras são um caso a parte, diz o diretor
entusiasmado com o que vem conhecendo. “São tantas cachoeiras que você fica
perdido. E tem uma gruta incrível que vamos filmar nas próximas gravações, que mostra
no seu interior as marcas das diferentes eras geológicas da região”.
Mas é no morador da terra, o caipira estudado por
Antonio Cândido, que inspirou a criação do documentário, que Lucena quer
colocar seu foco, registrando para o futuro como vivem e o que pensam esses
homens e mulheres tão diferentes dos personagens das cidades, com suas
histórias, suas impressões sobre o tempo, a vida, a natureza.
“O caipira paulista é um personagem único, rico em
histórias e no modo de vida simples que ainda conserva”, diz o diretor.
Essas primeiras gravações concentraram o foco em
Bofete e no interior da cuesta. As próximas gravações previstas para começar na
semana anterior ao Carnaval acontecem em Pardinho e Botucatu, onde a produção
já tem elencados vários personagens e locais para visita.
“O documentário já tem veiculação acertada em formato
de série com uma emissora de TV, mas vamos viabilizar uma exibição da edição em
longa metragem em cinemas das cidades do Polo Cuesta e o filme vai competir em
festivais nacionais e do exterior. Vamos mostrar essa beleza e essa cultura
rica para o mundo”, finaliza Lucena.
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Ensaio Bruna Viola
Clip do ensaio da Bruna Viola, gravado durante o 6º Festival de Musica Raiz de Pardinho.
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
A Morte (en)Cantanda - A Cavalgada do Ferreirinha
A pé, de charrete, à cavalo produzimos este documentário sobre a 4ª Cavalgada do Ferreirinha, evento em homenagem a uma das músicas mais conhecidas da dupla Tião Carreiro & Pardinho. Confiram e vejam os shows ao final de BarbaraViola & Sandra Reis, Raissa Silveira, Alcemir Costa e Pantanal Matogrossano.
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Doc vira série de TV
O documentário Os Povos da Cuesta ganha nova forma, com apoio do canal CinebrasilTV, que já nos entregou Carta de Intenção sobre sua exibição na sua grade. Agora nossa produção ganha novo impulso, e o documentário tradicional será desdobrado em cinco episódios a princípio.
Como já informamos Os Povos da Cuesta retoma as pesquisas realizadas pelo sociólogo Antonio Cândido entre 1947 e 1953 publicadas no livro Os Parceiros do Rio Bonito, referência mundial nos estudos dos caipiras do interior paulista. Vamos entrar na fantástica região denominada Cuesta de Botucatu para montar um registro vivo da rica cultura das comunidades que habitam essa região diferenciada – os velhos caipiras, a segunda geração e os neo-caipiras de hoje, que mantém suas tradições antenados na internet. Vamos contar suas histórias, rever sua culinária, as habitações, as tradições e festas populares. Daremos também um panorama visual dessa região fantástica e contamos a história dessa formação geomorfológica diferenciada, e as imagens da riqueza da flora e da fauna da Cuesta. As imagens a seguir foram captadas na nossa revisita à Cuesta, quando visitamos a Cantina da Figueira, dos nossos amigos Moises, Neusa e Cristiano, que será uma das bases da produção, e a forte chuva quase leva nosso carro para a ribanceira. dia 28 estaremos em Pardinho, gravando a Cavalgada do Ferreirinha, que deve integrar o filme.
Como já informamos Os Povos da Cuesta retoma as pesquisas realizadas pelo sociólogo Antonio Cândido entre 1947 e 1953 publicadas no livro Os Parceiros do Rio Bonito, referência mundial nos estudos dos caipiras do interior paulista. Vamos entrar na fantástica região denominada Cuesta de Botucatu para montar um registro vivo da rica cultura das comunidades que habitam essa região diferenciada – os velhos caipiras, a segunda geração e os neo-caipiras de hoje, que mantém suas tradições antenados na internet. Vamos contar suas histórias, rever sua culinária, as habitações, as tradições e festas populares. Daremos também um panorama visual dessa região fantástica e contamos a história dessa formação geomorfológica diferenciada, e as imagens da riqueza da flora e da fauna da Cuesta. As imagens a seguir foram captadas na nossa revisita à Cuesta, quando visitamos a Cantina da Figueira, dos nossos amigos Moises, Neusa e Cristiano, que será uma das bases da produção, e a forte chuva quase leva nosso carro para a ribanceira. dia 28 estaremos em Pardinho, gravando a Cavalgada do Ferreirinha, que deve integrar o filme.
A série será composta dos seguintes episódios de 25/26 minutos.
1. A Terra
Há muito tempo, a região hoje conhecida como Cuesta de Botucatu passava por um processo de desertificação. E num período de mais de 200 milhões de anos, Botucatu se transforma em um deserto parecido com o Sahara. Muito tempo depois, há cerca de 130 milhões de anos, a terra começa a ser sacudida por tremores. O supercontinente rompe-se e nasce a África e as Américas. E surge também um grande oceano! No sul do Brasil, as condições desérticas tornam-se mais brandas, o lugar ganha uma paisagem de campos e florestas. E forma-se a Cuesta de Botucatu.
OBS.: Neste episódio, a história geológica da Cuesta é permeada com a história da entrada dos bandeirantes paulistas na região, os estudos geológicos, os registros históricos e iconográficos – pinturas, mapas, ilustrações
2. O homem
Como se formaram os primeiros paulistas que se esbaleceram no interior do estado com a entrada das bandeiras para o interior? Quem são esses caipiras, filhos de brancos com índios, portugueses e mamelucos? De onde vem o sotaque característico desse povo? O que as velhas gerações têm de histórias para contar? Como vive hoje a segunda e terceira geração de caipiras, esses neo-caipiras que estão antenados com o mundo. O que pensam esses homens sobre a Cuesta, onde vivem? As histórias sobre disco voadores, o saci pererê.
3. A natureza
Como se formaram essas belezas naturais como os monumentos conhecidos como Torre de Pedra, Gigante Adormecido, Três Pedras, Morro do Peru? Qual a relação do homem que mora na região – o caipira – com esses monumentos diferenciados. Aonde estão os trilhos das velhas estradas de ferro, os resquicios das fazendas? Quas os riscos que o turismo está trazendo para a região? De onde vem tanta água para as várias cachoeiras da Cuesta?
4. A culinária
Vamos contar a história e como os caipiras fazem os pratos típicos da região – que influenciaram em muito a culinária e de todo o Brasil. Os tropeiros disseminaram e criaram no contato com o indio muito da culinária caipira e entre os grandes pratos e bebidas da cozinha - o leitão à pururuca, arroz tropeiro, vaca atolada, galinha caipira.
5. As tradições
O Cururu é um ritmo musical praticado no interior paulista. É uma espécie de combate poético, um desafio em trovas ao som de violas caipiras. As festas dos Santos – Divino Espírito Santo, em Anhembi, Corpus Christi, em São Manuel, são tradicionais na região. A moda de viola e a música caipira de raiz tradicional, também são uma tradição típica do interior paulista – e festejadas como a Cavalgado do Ferreirinha, em Pardinho. Angelino de Oliveira, Tonico e Tinoco, Tião Carreiro e Pardinho – as maiores duplas da musica de rais tem histórias ligadas à região. A cultura ao Saci também é forte na região.
As histórias sobre o saci pererê e a presença de disco voadores na região com o aparecimengto de “ovnis” é assunto comum entre os moradores do interior da cuesta., que segundo os caipiras e ufólogos tem sua base de pouso no monumento das Três Pedras. Será?
Os Povos da Cuesta centra os depoimentos e narrativas nesses eixos temáticos. A trilha sonora é a música regional. Os depoimentos terão como imagens de cobertura as ações naturais dos entrevistados (roçado, lida com animais, cozinha) a riqueza da flora e da fauna da cuesta, com imagens aéreas (drones), panorâmicas, detalhes de águas, plantas, flores, animais.


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