terça-feira, 14 de abril de 2015

Teaser da série de documentários

Esse teaser resume a proposta da nossa série de documentários em 4 episódios que vai contar a história da formação geomorfológica da Cuesta de Botucatu, mostrar quem são os caipiras que moram na região, o imaginário que passeia na mente desses moradores e a música que eles têm como marca e tradição. A serie e o filme de longa metragem já estão em fase final de edição e devem estar finalizados até o final de junho. A previsão é realizar uma grande pré-estreia no Cine Nellis, em Botucatu, no dia 15 de agosto, sábado, quando se comemoram os 80 anos do primeiro show realizado pela dupla de música sertaneja de raiz, Tonico e Tinoco.
Confiram essa apresentação breve!

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Seu Fernando e o disco voador

Ele diz que viu e sua esposa, dona Eunice, confirma - era um disco voador. Esse é um pedacinho da história que vai estar no nosso documentário Os Povos da Cuesta, em produção

Seu Gigio e as bolas de fogo

Versão do seu Gigio, morador de Botucatu com sitio ao lado das Três Pedras, sobre as bolas de fogo que cruzam o ar na região. Esse é um pedacinho da história que vai estar no nosso documentário Os Povos da Cuesta, em produção.

Seu Nezio e o saci

Versão do seu Nezio sobre os sacis que trançaram as crinas de uma égua em seu sítio em Bofete. Esse é um trechinho da história que vai integrar nosso documentário os Povos da Cuesta.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Câmeras Ligadas: começam as filmagens

O diretor Luiz Carlos Lucena e sua equipe começaram a gravar nesse início de janeiro as primeiras imagens de paisagens da cuesta de Botucatu e entrevistar os personagens que moram na região. Instalados na Cantina da Figueira, aos pés das Três Pedras, a equipe gravou cenas fantásticas dos morros testemunhos, registrou as opiniões de moradores que vivem há tempos no interior da cuesta e adiantou a pauta para as próximas visitas. O objetivo do diretor é retomar suas memórias de infância no interior paulista e retratar a história geomorfológica e cultural da cuesta de Botucatu, mostrar a riqueza da sua natureza e principalmente, as histórias dos caipiras, seus costumes, a culinária e as tradições.
 “Madrugamos para conseguir imagens noturnas e do nascer do sol atrás das Três Pedras, conversamos com personagens fantásticos e ouvimos suas histórias, que refletem o imaginário desses caipiras que há tempos acompanham a evolução dessa região maravilhosa”, diz Luiz Carlos Lucena.
 
O nascer do sol, entre as Três Pedras 
e o casal Fernando e Eunice Correia: "a nave
parecia um play station"




Uma história particularmente deixou o diretor impressionado. “Falamos com um casal que mora bem em frente às Três Pedras e eles foram enfáticos em dizer data e hora em que viram junto com os filhos um objeto não identificado “parecido com um play station” parar sobre a pedra do meio das Três Pedras e depois ir embora”.
Mas o fascinante não é a história do pouso, reforça o cineasta, já que outras histórias semelhantes foram registradas na região, mas os reflexos que deixaram. “Nosso personagem foi enfático ao dizer que teve um contato telepático com os visitantes e afirma categoricamente – “eles não são extraterrestres, são gente da Terra que volta do futuro para ajudar a combater uma doença que pode trazer muitos problemas para a humanidade”.
Verdade ou fantasia, Lucena não se preocupa.
“O que importa é contar o que passa na cabeça e no imaginário desses caipiras que moram na cuesta, esta região que já foi o maior deserto da terra e por onde andaram dinossauros gigantes”. Histórias como essas e “causos” sobre a Mãe do Ouro - os fachos de luz que atravessam o Gigante Adormecido – são o que o documentarista está registrando, junto com histórias sobre sacis, que comporão o rico universo das entrevistas. Mas o diretor vai buscar também opinião de especialistas e fatos realmente constatados por eles sobre esses assuntos fascinantes.

O xixi do dinossauro
O filme começa contando a história da formação geomorfológica da cuesta, onde o filme vai mostrar em computação gráfica e desenho animado como era a Terra quando África e Américas formavam um único continente que era chamado de Pangeia, há 300 milhões de anos, e aqui existia um deserto de 1.300.000 de km2, o maior da terra.
“Nesse período, os agitação interna das placas tectônicas, os movimentos do mar, inundações basálticas e uma atividade vulcânica em todo o continente geraram o que conhecemos hoje como cuestas Basálticas, com essa natureza rica e exuberante. E o mais importante registro dessa história geomorfológica é a nossa cuesta de Botucatu, tão perto da capital paulista e muito pouco conhecida.”
Lucena pesquisa há mais de dois anos sobre a cuesta de Botucatu. Encontrou e vai entrevistar estudiosos da formação da região que além de registrarem em textos e livros a presença e história das várias camadas geológicas que marcam a evolução da cuesta nesse tempo, mantêm vários registros de pegadas dos dinossauros que andaram por aqui.  

A esquerda, fossil mostra o xixi do dinossauro

“As marcas da passagem desse tempo estão visíveis claramente entre os quilômetros 160 e 180 da Castello Branco, nos cortes que a rodovia fez nos morros da região, onde dá para observar camadas geológicas de épocas diferentes. Na Universidade de São Carlos e no Museu de Arqueologia e Paleontologia de Araraquara existem muitos fósseis de dinossauros, inclusive um dos únicos registros da América Latina do xixi de um dinossauro, um urolito como chamam os especialistas. E nas calçadas de ruas de São Carlos e de Araraquara essas pegadas estão visíveis em um museu a céu aberto”.

Natureza exuberante
Outro tema do documentário vai mostrar em imagens únicas os detalhes de formações como as Três Pedras, o Gigante Adormecido, as cachoeiras e grutas escondidas da região. “A cuesta de Botucatu tem uma riqueza e uma energia fantásticas. As Três Pedras, por exemplo, são consideradas o terceiro polo energético do Brasil, e muitos moradores locais acreditam que ali pousam realmente objetos estranhos, veem fachos de fogo cruzando o céu e ainda encontram pedaços de utensílios e ferramentas indígenas que mostram a passagem dos incas no que é chamado Caminho do Peabiru, que ligava Brasil a Machu Pichu”.   
As cachoeiras são um caso a parte, diz o diretor entusiasmado com o que vem conhecendo. “São tantas cachoeiras que você fica perdido. E tem uma gruta incrível que vamos filmar nas próximas gravações, que mostra no seu interior as marcas das diferentes eras geológicas da região”.
Mas é no morador da terra, o caipira estudado por Antonio Cândido, que inspirou a criação do documentário, que Lucena quer colocar seu foco, registrando para o futuro como vivem e o que pensam esses homens e mulheres tão diferentes dos personagens das cidades, com suas histórias, suas impressões sobre o tempo, a vida, a natureza.
“O caipira paulista é um personagem único, rico em histórias e no modo de vida simples que ainda conserva”, diz o diretor.
Essas primeiras gravações concentraram o foco em Bofete e no interior da cuesta. As próximas gravações previstas para começar na semana anterior ao Carnaval acontecem em Pardinho e Botucatu, onde a produção já tem elencados vários personagens e locais para visita.
“O documentário já tem veiculação acertada em formato de série com uma emissora de TV, mas vamos viabilizar uma exibição da edição em longa metragem em cinemas das cidades do Polo Cuesta e o filme vai competir em festivais nacionais e do exterior. Vamos mostrar essa beleza e essa cultura rica para o mundo”, finaliza Lucena.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Caipiras da Cuesta

O grupo Caipiras da Cuesta é da cidade e Pardinho. Aqui mostramos uma das músicas que o grupo interpretou durante o 6º Festival de Musica Raiz, que homenageou os 80 anos do Tião Carreiro. É mais uma mostra da riqueza cultural do caipira do interior e estará no capítulo que fala das tradições em nossa série Os Povos da Cuesta.

sábado, 22 de novembro de 2014

No Rastro da Catira

No Rastro da Catira é um grupo da cidade de Bofete, formado por mulheres que praticam essa dança do folclore brasileiro, em que o ritmo  musical é marcado pela batida dos pés e mãos dos dançarinos. A música é conduzida por dois violeiros, que tocam e cantam a moda. Essa gravação foi realizada durante o 6º Festival de Musica Raiz de Pardinho, que comemorou os 80 anos do Tião Carreiro.